Só uma ligeira adenda...

Ao texto anterior.

Há algo de curioso com a população. Bastou uma tal crise (que pelos vistos alguém que está com "eles" na mão com medo de ficar sem os ditos veio dizer que está no fim - mais areia para os olhos, mais um acto de "enorme" responsabilidade) e agora uma gripe (que os meios informativos teimam em exagerar no alarmismo e se esquecem do racio contaminação/cura) para as pessoas se esquecerem de uns tais combustiveis que estão lá bem no alto outra vez...

Sim, têm razão, as pessoas estão preocupadas com os seus empregos e a sua saúde. Mas se o desemprego aumenta, como é possivel aumentar também a procura de gasolina e gasóleo?

Pois não, não sou economista, o que é que eu sei acerca destas coisas...?

Pausa:

1. Breve interrupção.
2. Descanso, intervalo.

É o que vou fazer. Forçadamente.
Porque isto de comentar os vossos textos com um braço já é difícil, quanto mais escrever os meus próprios textos.
Estarei de volta sensivelmente dentro de 2 semanas.
Até lá, vou frequentando as vossas tascas.
Até lá, fiquem com um homem que não faço a mínima ideia se foi ou não um ministro exemplar, mas que vejo que apelida os protagonistas políticos com os termos correctos e que parece que com este senhor as habituais virgens ofendidas não se ofendem.
A quem não viu o 'Negócios da Semana' desta semana só vos peço que vejam o resto do programa. Sozinhos ou acompanhados, são 50 minutos que valem o tempo dispendido.



Até lá, abraços e beijos.

QUESTÃO PERTINAZ, ou a saúde de ferro.

Já repararam por certo em certas conversas que terminam com o naturalíssimo "o que importa é que haja saúde..."?

E quem não a tem, como fica?

A sombra de mim mesmo...

Há momentos na vida que definem uma pessoa. Talvez a soma desses momentos a definam por completo até esse ponto.
Amanhã será completada mais uma etapa. Um futuro há muito tempo anunciado.

Não cheguei a ser ladrão, mas fui ladrão de sentimentos, repressor de vontades.
Fui desportista. A minha grande paixão e o meu habitat natural. E ainda o sou, mentalmente.
Já estive ligado à informática. Desliguei-a. Não era para mim, definitivamente (nem nunca o foi, tirando os PES).
Hoje sou o que sou, faço o que faço. Descobri-lhe o gosto, o prazer. Habitat natural substituto. Devo essa descoberta a uma certa queda para isso (naturalmente) mas devo-a ainda mais ao meu carácter, às minhas persistência e vontade, à minha (desconhecida) força.

Pois a partir de amanhã de pouco servirá todo este passado, todas as experiências. A partir de amanhã nada do que fiz até aqui contará - excepto as borradas, que essas já se começam a fazer sentir -, aquilo que fui até hoje de nada servirá.
A única coisa que contará, que terá peso é a personalidade que se formou e ficou.

A partir de amanhã nada mais será como dantes.
A partir de amanhã será um começo, mais que um recomeço.
O que quer que aconteça de amanhã em frente, em todos os caminhos que se me apresentarem, terei somente uma coisa em mente, far-me-ei acompanhar de uma certa "trindade", como uma amiga (especial) me disse:

- Força, coragem e determinação.

Será o começo de uma nova aventura.
Apesar não o parecer, nem o ser, é assim que terá que ser encarada a vida daqui para a frente. Demorei muito a chegar a esta conclusão e a esta atitude, mas cheguei. E talvez este - de iniciar este espaço - tenha sido o passo definitivo (somado a quem sempre lá esteve).

PS1: Aproveito amanhã também para mudar algo (nada de mais) para vos "ajudar", excepto a Ginger, que já o faz. Depois fica ao vosso critério.
PS2: Nada de pensarem em depressões e tristezas, sff, porque não é o caso. Obrigado :)

As leis dos homens.

"Ainda acreditas nas leis feitas pelos homens?", comentava com uma amiga.

Se há coisa que me "apavora" são as ditas mulheres emancipadas que cada vez mais aparecem a afirmarem-se como tal, que por vezes só consigo equiparar tal "espectáculo" às manifestações do orgulho homossexual. É um tanto forte, mas é o que sinto, à devida proporção, obviamente.

Apavoram-me determinados comportamentos, determinadas filosofias e formas de estar, as comparações e auto-justificações perante o passado "dominado" pelos homens.

Se há coisa que sempre admirei no sexo oposto são os seus valores e as características próprios, a força e a determinação, não por todos os meios, não contra tudo e contra todos, espezinhando o próximo se tal for necessário, mas pela crença em si próprias e - tal como supra-referido - nos seus (belos) valores.

Há muito acredito que estaríamos melhor governados pelas mulheres em determinados aspectos (talvez sim, talvez não).
Há muito que sei como são os homens movidos - lido com isso todos os dias, tendo o meu chefe (e o anterior) como exemplo. Falam, falam, mas todos acabam por ter o mesmo comportamento.
Mas se for somente para substituir um pénis por uma vagina e não toda uma estrutura moral e profissional, então o melhor é ficarem as coisas como estão. Se é para se guiarem por um sentimento de "vingança", mais vale ficarem onde estão.
Acredito na competência e não no "olho por olho, dente por dente".

É isso que me preocupa, que as mulheres estejam a perder a noção de quem são. Ou então é pelo facto de só agora estarem a começar a estar de igual para igual e no fundo não haja assim tantas diferenças...

A bola está no vosso campo, meninas (eu avisei que o futebol estava de volta...).

PS: Quando falo de mulheres não estou implicitamente a falar na Ferreira Leite, por exemplo. Ou na Maya Texugo (só para ir buscar a mais recentemente falada). Haverá sempre as excepções à regra.

PORTUGAL PROFUNDO, ou a convergência de valores.

Facto curioso este. Diria mais estranho que curioso.
Ou nem um nem outro? Talvez pertinente se adeqúe mais.

Passadeiras pintadas, obras acabadas, ruas (bem) sinalizadas, estradas sem buracos, rotundas finalizadas; Até churrasqueiras em tijolo estrategicamente espalhadas pelas localidades.

É, não é? As eleições à porta...

Mas serão eles assim tão diferentes?
Será o comum cidadão assim tão diferente?

É interessante.
No trabalho passam-se as horas e o ritmo é calmo e constante. Mas quando a hora de sair se aproxima aí... É um "ver se te avias" como se não houvesse amanhã. Tudo é urgente. Tudo tem que ser tratado com o máximo de prontidão e rapidez. De repente perdem-se as capacidades orais e sociais. "Desculpa mas agora não tenho tempo, estou quase a sair".

Na relação é o mesmo.
Ao princípio nada é impossivel. Tudo é possivel. Há sempre tempo e disponibilidade.
É uma corrida dos 100 metros com a inocente crença de ser uma maratona.
Ele é guiado pelo espírito conquistador dos antepassados. Ele é atencioso, só tem olhos para ela. Mais ninguém existe no mundo. É prestativo, carinhoso e educado. Ele respira paciência. Luta, esgrima, faz contorcionismo e figura de parvo se necessário. Ela é o seu moínho de vento. Nada o pode parar. Ela é ela - a tal.
Mas com o tempo tudo se inverte e negligencia-a. É uma igual às outras. Nem tanto. Desceu do pedestal.
Até que a chama se consome. Não pode!
Novamente o espírito da conquista, desta vez carregado pelo orgulho combalido. E aí vai a votos. Novo "mandato" ou mudança de ares?

No futebol, por exemplo, uma equipa passa ao lado do jogo até aos 85 minutos. Então é vê-los a correr como nunca. A jogarem todos ao ataque, como se da vitória dependesse a vida deles. A aplicarem o famoso "chuveirinho".

Eles não são diferentes de todos nós. "Eles" são "Nós". Eles são um espelho do mundo. Quer queiramos, que não.

É assim o Homem. São assim as leis do Homem.

Pontapé de saída.

A época de futebol vai começar e por isso vai voltar também a este espaço.
À Treze, à LFL, é como calhar.

"Então mas não era para fazer umas alterações aqui à tasca?"
Era e é.
Aos poucos.
Ou então essa mudança far-se-á para o outro Lugar.

Que o Jesus (está em itálico porque tem que ser lido em inglês) faça o milagre!
"Vai Vitória! Voa mais alto!"

A Beleza e o Fetiche nos olhos de quem os vê

Está tudo escrito? Tudo analisado e esmiuçado? Muito bem, é agora que eu entro.

Com a massificação das opiniões tornadas públicas via blogues, qualquer novidade que apareça é vista, revista e (re)visitada por muita gente.

Quanto à Maya (não percebo porque tanta gente insiste em "acarinhá-la" por tia) vi questões várias serem feitas. O porquê de o ter feito? O que é que os homens vêem nela e que tipo de homens é que afinal há em Portugal? Que raio de revista se presta a estas sessões? E aquela tatuagem computorizadamente removida?

Não creio que se importe minimamente que haja homens (e mulheres, quem sabe?) que a levem até à casa de banho para concretização das suas fantasias. Nem que discutam sobre a arte da tatuagem ou em ajudar na desmistificação de que a beleza feminina termina aos 30.

A senhora já conseguiu o que pretendia (a meu ver) - que falassem dela. Simples.

Quanto a mim, o único apontamento merecedor desse efeito é de que me faz lembrar um texugo, não sei porquê...
E ninguém me tira da ideia de que aquele corpo não é o dela. Não digo isto no sentido de não ser o corpo real dela, ajudado pelas mãos de um qualquer Photoshopiano. Digo-o no sentido de o corpo ser de outra mulher. É que aquela cabeça é totalmente desproporcionada do resto do corpo. Ou então é do meu monitor - o que não creio.


Certo?


Sou só eu ou a Maya tem na Fátima Felgueiras a irmã gémea...? Ou será um tributo? (Olhó fetiche em dose dupla)


Não tenho nada contra este tipo de exposição mas não haverá ninguém que olhe por estas almas caridosas? Não teremos fotógrafos e editores talentosos?
É que já aquando da sessão da Ana Buéreré também o nível de piroseira estava bem alto (coisa que muito pouca gente referiu, por estranho que pareça, preferindo concentrarem-se no seio esquerdo da camionista).
Ainda se admiram que este país não vá a lado nenhum...

O sorriso mental e a estupidificação.

Há coisas "engraçadas" que me fazem observar, parar para reflectir e colocá-las no devido enquadramento, inseri-las na realidade em que nos encontramos.

Estava ontem no intervalo do almoço a ver o desporto na CNN quando passaram uma reportagem de um grupo cada vez maior de iraquianas que praticam judo.
Nada de mais até terem aparecido duas com as camisolas... Da nossa selecção, ambas com a camisola do Luis Figo.

Quando há 5 anos estive nos States, conheci uma Coreana que ao lhe informar de que país era, logo disparou "Pigo, Pigo". Não, não me identificou como um potencial transmissor do H1N1. E sim, corrigi-a, transformando o "Pigo" em Figo.

Dá que pensar...

Mas depois lá vem o tuga surpreender e estupidificar a minha alma e dar que pensar ainda mais.

Num zapping, passei pela TVI em plena festa da estação no Sasha Beach. E parei porque no preciso momento que passei por lá a reporter que andava nas habituais entrevistas diz, palavra por palavra:

"E agora tenho aqui um dos músicos mais consagrados do panorama nacional..."

E esta era a altura em que apresentava aqui os artistas que me passaram pela cabeça naqueles milésimos de segundo de espaço entre a palavra "nacional" e o nome de um dos músicos mais consagrados do panorama musical, em que reforçava com fotos de cada um, elevando ainda mais o suspense acerca do artista fora da imagem televisiva à espera de pular para "dentro" da mesma.

Mas não. Aqui fica ele, o grandioso:








"Tó Pê"

(para quem não sabe quem é...)

Por esta não esperavam, pois não? Nem eu...

Ainda lhes vai valendo o Dr. House...

Tendências.

É impressão minha ou os estilistas estão a descurar a máscara para as colecções Outono/Inverno?

Viagem dourada.

Há qualquer coisa de mágico quando se atravessa a Marginal - especialmente com o céu descoberto. Não sei o que é.

Talvez seja o mar, brilhante e vibrante, enquanto aconchega o sol.
Não sei. Tudo o resto é alcatrão e carros.
Só pode ser da conjugação das minhas partes favoritas da Natureza (sol e mar) e da minha natureza (descontracção sem racionalização).

A magia sublima e completa-se com o percurso através do Guincho.
O vento aparece, triunfante, mas o que deslumbra os sentidos é mesmo a cor do mar (infelizmente não muito ilustrativo pela foto - a máquina tem dias e ainda não a domino...)... Um verde extraordinário!
Mas não é um verde qualquer. É um verde de tons azulados, se é que me faço entender (só o perceberia vendo, para ser sincero).

Mas para a viagem ser MESMO completa, falta ir mais além. Falta percorrer o resto da estrada até Sintra. E aí sim, o dia conquistado.

A concretizar...

E há coisas fantásticas que se descobrem quando a única opção no auto-rádio são as estações de rádio...



PS: Por vezes a felicidade é tão simples, não é?

EXISTENCIALISMO FUGAZ, ou a Sociedade a curto-prazo.

Há algo de estranho nos filhos dos pais ou nos pais dos filhos. Estranho ou algo já tomado como exemplo, vitima da natureza crua e bruta em que hoje se vive.

O senhor nos seus 60/70 anos enganou-se e carregou no botão na paragem do autocarro. Na paragem seguinte - na que queria realmente sair -, antes de dar por terminado a sua viagem, por entre palavras impedidas de as captar por estar com o meu leitor ligado, percebo inicialmente um educado e delicado "desculpe o engano na paragem anterior..." (interferência sonora do meu leitor juntamente com o "vá, ande lá, deixe lá isso" de uma senhora (?) nos seus 30/40 anos) "...boa noite, obrigado e continuação de bom trabalho".

Sei como a senhora era. Não importa agora identificar as suas características. O que me desperta é precisamente o constante desrespeito que tem vindo a crescer perante os outros. Não sei se é dos tempos que correm (e que nunca mais voltarão atrás) em que a paciência parece ser uma palavra extinta, parecendo haver uma libertação ou autorização para apontar o dedo, criticar tudo o que mexe, como que sendo sinal (mais que óbvio, parece-me) de uma cada vez maior frustração pela incapacidade de viver as coisas simples. Tudo e nada se quer, garantindo desde logo uma inexplicável, inconsciente e constante insatisfação.

Se hoje temos o que temos é porque os pais "rebelaram-se" contra e perante a educação dos seus pais (avós dos filhos) e os filhos rebelaram-se precisamente na mesma proporção contra os pais. E o resultado está à vista. Ganhou-se um à vontade tal que respeito é algo que muito poucos hoje sabem o que é. Culpados há muitos. Vítima há uma só: a sociedade a curto-prazo.

As crianças é que sabem.

Utilizava eu esta frase para comentar um texto alheio. E nada mais verdadeiro. Elas é que sabem!

Se o mundo fosse governado à base da mentalidade de criança como seria?
Vem-me imediatamente à ideia o "Senhor das Moscas". Seria gravíssimo, não? E violento? Por certo.

Se bem que hoje já se vive um tanto à base do mesmo conceito, ainda que mais de um ponto de vista psicológico.

Vi há muito pouco tempo atrás um estudo acerca de atletas fora-de-série, em que se mostrava que o talento inato é algo subjectivo porque estava se provava (e penso que davam como exemplos - e não só - o Federer, Tiger Woods e creio, o Michael Jordan) que para chegar a esse patamar era preciso não só muito trabalho mas que começassem desde muito cedo, como foram os casos.

Eu nunca quis ser bombeiro. Nem médico, nem polícia nem austronauta.
A primeira e única coisa que disse querer ser - na idade em que toda a gente pergunta o que o puto quer ser quando for grande, claro - era ladrão. Verdade! E é pena. Se ao menos os meus pais me tivessem incentivado o suficiente, hoje seria um ladrão de renome.
Claro que não seria burro como o Madoff, por exemplo. Ainda por cima adorando eu praia e sol, não estaria por certo a viver noutro sítio que não num qualquer paraíso fiscal...

Há que ouvir as crianças.
Elas é que a sabem toda.
Pode não ser agradável mas é verdade.