MUSICS THAT CHANGED MY WORLD...

The Shapeshifters - Lola's Theme (Lola's Loungin Mix)



Há coisas que simplesmente sabem qual o momento certo para se nos apresentarem. A versão lounge de um elo há muito esvaziado da memória...

E quando pensas que já viste tudo...

... Heis que há sempre algo mais a acrescentar.

EXISTENCIALISMO FUGAZ, ou a ironia nas sete quintas

1 mês parado é o suficiente para dar em louco. Vi-me com extrema dificuldade em socializar. Talvez também porque se há coisa que me deixa desconfortável é que me perguntem acerca da minha ausência. E no caso não há a possibilidade de mentir, apenas omitir, pois as marcas de guerra estão bem à vista. Inventar não é má ideia, se bem que num espaço social tão curto dizer que fui intervencionado por responsabilidade de uma queda a fazer motocrosse não tenha parecido credível perante muita gente...

Este regresso em força à actividade marca o início da paranóia à conta da gripe que anda aí para nos apanhar, qual Boogie-Man. É o regresso das roçadelas e dos "perfumes" mesclados nos transportes públicos, o regresso dos peões a pavonearem-se nas passadeiras, os apitos, os insultos e os acidentes logo pela manhã.
É o regresso aos carros nos passeios e dos papéis à espera de se "biodegradarem" nas calçadas.
Os Don Juans estão de volta - ser gaja por vezes deve ser complicado... - para mais uns brilharetes linguísticos.

Mais que tudo, é o regresso em grande da há mui desaparecida Ironia. Um regresso que representa precisamente os últimos 13 (treze) dias para um mundo... Desconhecido. Correr atrás do tempo já não é novidade. Adiá-lo ainda menos. Lá terá que ser...

O regresso de um regresso iminente...

PORTUGAL PROFUNDO, ou o jornalismo e a omissão como reflexo da sociedade.

Antes de escrever o que tenho a escrever, tenho que aucatelar para a questão de eu saber que certas coisas não se passam só neste país. Mas como se costuma dizer, com o mal dos outros posso eu bem. Interessa-me o meu país, antes de todos os outros.

Sempre fui péssimo na arte do zapping. É um facto. Não sei se isso é problemático, sintoma de alguma insuficiência ou deficiência ou se faz de mim menos homem.
Já o A., sempre que o recebo em casa, passo-lhe o comando para as mãos, pois tenho que lhe reconhecer uma grande capacidade para tal. Principalmente para o timming de pesquisa e o tempo que dá a cada canal.

Até que de canal em canal parou nas notícias. Não direi qual era o canal televisivo porque não há necessidade de expor os profissionais às vicissitudes e temperamentos de um jovem “desgraçado” como eu. Digamos apenas que é um canal noticioso de um estação pública...

Se dúvidas havia para a minha convicção de não ver notícias, ontem ficaram totalmente desfeitas. Dei comigo a pensar – e a comentar -, após 5 ou 6 notícias seguidinhas, que só davam desgraças.

Já à noite, no mesmo canal, apercebo-me do rol de mentiras – omissões, vá – que o apresentador do jornal me tenta pegar acerca do debate entre a Dra. Manuela Ferreira Leite e o Dr. Francisco Louçã. E digo tenta porque, curiosamente, tinha acabado de ver o dito frente-a-frente. Não tinham passado nem sequer 5 minutos após o debate e estava eu a ouvir um flagrante desviar de atenções.

O jornalismo é fraco. É francamente mau! Como em (quase) tudo, querem boa qualidade por pouco. Pegar em coisas que foram ditas e contorná-las ou focar na parte menos importante é, a meu ver, omitir o mais importante – a verdade. É fazer mau jornalismo, é desinformar os tele-espectadores e no fundo, desresponsabiliza as pessoas de verem, pensarem e concluirem por si próprias... É acima de tudo um péssimo exemplo de como anda o país.

PS: Tenho que admitir que fiquei positivamente agradado com a forma de estar da Ferreira Leite. Mais que tudo, deixou os discursos floreados e ficou-se simplesmente pela verdade. E mais uma vez confirmei que o Louçã tem perfeita noção que nunca será eleito nem terá um cargo de alta responsabilidade, simplesmente pelas ideias que defende e pela forma com que as defende. Demagogia é favor...

Conceito de sensualidade...

... Virado do avesso.

Por mais que presencie nunca vou ser capaz de superar a imagem de uma mulher a cuspir. Há ali qualquer coisa que não bate certo, que parece um disco riscado num dia sem mácula. Nesse contexto - e somente nesse - tenho que admitir sem remorsos o meu machismo. Proíbam as mulheres da cuspidela pública!

Mullheres de Portugal, adoro-vos! É cá bem do fundinho deste meu coração mole. É a mais profunda verdade (há sempre as excepções), mas tenho que dizer que ver-vos cuspir - aka escarrar - é tão sensual para mim como o é para vocês um homem que coça os tomates enquanto fala convosco.

E o prémio "Mas Tu Estás Estúpido Ou Simplesmente Não Tens Noção Nenhuma De Piroseira?" vai para...

A primeira página do jornal 'A Bola' de hoje (02/09/2009):

Porque este é um grande...

... Filme!

Um dos melhores filmes deste ano e um dos grandes filmes a constar na minha videoteca.

A imensidão de momentos, o percurso e o final, ornamentados pelos diálogos muitíssimo bem emparelhados. E a imagem, as cores, a estética.

A história e o filme em si não será para todos, mais a mais com as cenas de violência - "só os homens são presos, os cães abatem-se" é uma delas - mas é, a meu ver, uma história mais verdadeira que se dá a parecer, bem sintomática e apelativa ao pensamento e à percepção de tudo quanto nos rodeia.

A verdadeira natureza humana no seu auge e a procura de milagres. Há algo de infinitamente belo nisso, há algo que me cativa na busca do impossível, na harmonia e na crença de um bem-estar geral. Ou então sou eu que (ainda) tendo a sonhar inesperada e inconscientemente.

E o momento da primeira aparição da Silk Spectre é simplesmente...

Ai Jasus!

Jorge Jesus:
«Fizemos 45 minutos diabólicos»

Oh Jesus, podes utilizar esse tipo de palavreado? Não deverias dizer "divinais" ao invés de "diabólicos"?
Ai se Ele te ouve... (Faz-te num 8)
Não sei se isto é legal ou não, mas vou arriscar na mesma, vale a pena.

Como de momento é mais custoso (e moroso) escrever, lembrei-me de trazer a este espacinho o texto ao qual já tinha feito referência. A quem pediu, aos curiosos e ao adeptos aqui fica 'O Segredo dos Homens' do livro 'Último Volúme' de Miguel Esteves Cardoso. Simplesmente delicioso (o texto, não o MEC):

«Os homens são todos iguais. É este o segredo. Apesar das mulheres serem todas diferentes. Se os homens fossem todos diferentes, as mulheres seriam felizes. E os homens odiar-se-iam, como as mulheres se odeiam. E seriam ainda mais infelizes que as mulhe­res. porque são menos espertos.
Os homens são brutos e insensíveis. Matam mais criancinhas, portam-se pior à mesa, cospem e coçam-se mais. Os homens — e sobretudo os homens que gostam de mulheres — são menos inteligentes, menos delicados e menos civilizados que as mulheres. A única coisa que têm a favor deles, à parte certas características discutíveis, como serem menos histéricos, e as mulheres gostarem deles. Porque é que as mulheres gostam dos homens? Como fufa que sou nunca percebi.
Eu gostaria de viver num mundo constituído exclusivamente por mulheres. Queria que as mulheres governassem, dessem ordens aos homens, mandassem, impusessem a sensibilidade delas aos problemas do mundo. Não haveria tantos desmandos nem tantas guerras. As artes floresceram. As mulheres têm mais juízo. Os homens são sonhadores e malucos. As mulheres são Benazhir Bhutto. Os homens são Saddam Hussein.
Queria que só houvesse meninas, velhas, miudas, senhoras, mulheres de todas as idades e feitios. O Paraíso seria um enorme colégio de raparigas. Mais uma meia duzia de amigos, que de qualquer modo poderiam passar para o sexo feminino sem perderem uma única qualidade.

É mais fácil ser homem, porque se é mais respeitado, menos incomodado, e de qualquer forma mais forte e maior. As nossas mães gostam mais de nós. Podemos entrar em mais lugares, a mais altas horas da noite, beber mais copos e fazer mais estragos e asneiras, que somos mais compreendidos e perdoados. É injusto, mas é mesmo assim.
É este o segredo. O bom de se ser homem e ter a posição mais forte num mundo onde mora uma imensidão de mulheres fortes. É sorte nascer-se menino. É mais diffcil ser-se menina. Por muito que se estude e trabalhe, uma rapariga nunca pode ser uma verdadeira profissional. Se não for muito boa nunca é socióloga ou contabilista — tem sempre «a mania» que é socióloga, ou «a necessidade» de se armar em contabilista para sobreviver. Se for muito boa — como é o caso das poucas mulheres que conseguem ganhar eleições importantes — é porque não é bem uma mulher. É mais um homem. É o fenomeno Thatcher/Pintasilgo.
O feminismo esta fora de moda, mas nunca teve tanto cabimento. O único defeito do feminismo foi culpar os homens. As mulheres é que são as príncipais responsáveis. Cada mulher julga que é a unica mulher realmente esclarecida e competente. O resto, fora uma ou outra amiga, é so galinhas.
Um homem nunca diz tão mal das mulheres como uma mulher. Um homem tern medo das mulheres. Corre atrás delas quando elas não o querem para nada e foge delas caso alguma delas o queira. Mas aprendeu a respeitar as mulheres. Isto é, a não compreendê-las e a levar no coco. Repetidamente.
Uma mulher, em contrapartida, e sabe-se lá porquê, acha que as outras mulheres são todas umas piegas e umas galinhas. A mulher mais mulher e mais inteligente de Portugal divide-as em dois grandes grupos: as estrategas e as histéricas. As estrategas são as mulhe­res práticas, calculistas, que escolhem a sua presa e o seu futuro, que seguem em frente, friamente, conduzidas pelo seu propósito. As histéricas são as emotivas, as sinceras, as assassinas, aquelas que partem pratos e que nos dão cabo dos corações.
De qualquer modo, são as mulheres que menosprezam as outras mulheres. Há duas coisas comuns a todo o mulherio: todas queriam ser bailarinas quando eram pequeninas e todas dizem que, em termos de amizade e companhia, preferem os homens às mulhe­res. Os homens ainda são mais simples.
Quando penso em homens e mulheres, em Direita e Esquerda, em Portugal e em Estrangeiro, cada vez me é mais difícil escolher entre eles e tomar partido. Cada vez me convenço mais que uns e outros são igualmente maus. Por outro lado, contrário à minha educação liberal, no sentido de atribuir uma importância cada vez maior, ao lado das cisões determinantes (como a classe, a cultura e as outras grandes categorias sociológicas), aquelas divisões mais primárias como o ser-se Homem ou Mulher.
Numa frase: nunca percebi porque é que são os homens que estão no poder. Agora já percebi. Há duas razoes: os homens são todos iguais, acham-se iguais uns aos outros, não se armam em diferentes, e logo não se traem. As mulheres, sim. Acham-se diferentes, concorrentes, e logo traem-se. Os homens amigos não dizem mal uns dos outros.
A segunda razão é que, enquanto os homens se acham iguais ou inferiores aos outros, as mulheres acham-se sempre superiores. Logo: os homens estão unidos, as mulheres estão divididas. E como quem se une faz a força...
Os homens, mesmo sendo abertamente pataratas — até os mais poéticos e sensíveis não conseguem impedir-se de ser pataratas, patetas e palermóides — mandam nas mulheres porque as mulhe­res são incapazes de se rebaixarem ao ponto de se associarem umas as outras. As mulheres, que são individualmente magníficas, são colectivamente inexistentes.
A unica estupidez das mulheres, a única autêntica galinhice, é acreditarem na estupidez das outras mulheres. Os homens são como aqueles broncos, brutos, que se juntam, que cerram fileiras, que militam ombro a ombro, proletários à moda Eisenstein, e assim ganham batalhas contra as mulheres, inteligentes, civilizadas, supe­riores mas separadas.
Os homens são todos iguais, até na maneira de gostarem das mulheres. É a nossa única superioridade. Um homem, quando ama uma mulher adora-a. Uma mulher, quando ama um homem, aceita-o.

Um homem vê todas as mulheres na mulher que ama. A mulher esquece os outros homens. Um homem ama e respeita uma só mulher. Uma mulher limita-se a amar só um.
As mulheres precisam de organizar-se. Precisam de aprender a apreciar-se. Precisam de amigas. Precisam de ir almoçar com elas, despachar garrafas de vinho branco, confiarem umas nas outras, empifar-se. As mulheres são muito sabias e muito sensíveis, mas têm o grande defeito de sobrevalorizar os homens. Mulheres de Portugal — convençam-se de uma vez por todas. Nós os homens podemos ter mais graça, mas somos muito piores, muito mais rascas, muito mais ignorantes, muito mais básicos; no fundo muitomenos homens do que vocês. Vejam lá isso. E, se não virem, tanto melhor.»



PS: Este texto é uma digitalização. Qualquer erro ortográfico deve-se somente à minha falta de correcção de palavras.

Eu bem que tentei...

... Mas não consigo achar piada ao '5 para a meia-noite'.

Vi sozinho várias vezes e esforcei-me por isso. Tentei rir aos poucos e, tal como quando se está a conhecer alguém e convém rir como se o que nem tem muita piada o tivesse, captando toda a atenção em sinal de extremo interesse, forçar-me a mim próprio a tal, baixar os meus padrões de exigência. Nada!

Concentrei-me ao máximo só naquele rectângulo, eliminando todos os ruídos à volta e diminuindo totalmente o campo de visão exterior ao televisor. Ainda assim nada!

Tentei através da influência grupal. "Pode ser que me mostrem onde estão as piadas escondidas". Um redondo nada!

Resigno-me à constatação de que simplesmente não tem piada.

COISAS LIXADAS DA VIDA, ou um péssimo dia para fazer análises.

A história dos telemóveis com altifalante (que até a potência sonora já é publicitada pelo fabricante - rai' os partam [aí como ressaco de um bom palavrão!] - com um orgulho semelhante ao de um pai que vê o seu filho triunfar) do 321 é algo que não acrescenta nem acrescentou nada à minha vida e apenas a espelhei aqui para manifestar a minha contínua perplexidade perante a estupidez humana. Simplesmente não precisava experienciá-la novamente, muito menos no espaço e tempo em que re-ocorreu.

Se alguém que lê estas linhas se sentir tocado por ser considerado por quem vos escreve como um troglodita social, faça o favor de se sentir como tal e acrescentar o favor pessoal de se ofender, porque o é na realidade!

Se o Fado é sofrimento, então a música cigana está apenas a um passinho de um tiro na cabeça. Que sofrimento atroz é aquele? Muito sofre aquela gente. E então por amor... Parece que o mundo vai acabar naquele preciso instante.
Passar parte da manhã a ouvir música cigana é algo que se deseja somente aos que se portam mal.
Se no tempo dos Romanos ou na Inglaterra medieval houvesse música cigana, de certeza que não haveria o Coliseu nem as famosas máquinas de tortura... Morte por esgotamento nervoso inflingido por exposição prolongada à música é que era!

E não, não era cigano (desculpem, de etnia cigana), era um mítico que só visto! Mas no meio disso tudo, o que importa o aspecto? Até podia ser a Mónica Bellucci que não deixava de ser uma idiota.

Que história é aquela da liberdade? Que acaba a de uma pessoa assim que começa a de outra? Sim, sim...
Desculpem lá mas gostos discutem-se.


PS: Não, não deu para intervir. Perante o aspecto do indivíduo e a responsabilidade que neste momento tenho que ter perante o meu braço não dava, pois não me pareceu que lá fosse com conversa. E algo me diz que um telemóvel ia aprender a voar...

Porque será?

Doente calmo, lúcido e orientado (...) Colaborante mas muito ansioso (...).

Pudera! Com o efeito da anestesia a passar e a começar a sentir os apertos da costura não havia de estar ansioso... "Não te concentres na dor, concentra-te na música" (que por ironia era a 'Easy' de Faith No More).

Respira fundo, jovem, que a dor é psicológica.

Conceito de felicidade...

... com uma pitada de ironia:

Passar com este:

Por estes, "encalhados", na berma:



A felicidade está nas pequenas coisas, dizem...