Regresso ao passado



Hoje perguntei-me se a minha vida teria sido diferente se quando ouvi a "Notinhg Else Matters" pela primeira vez a tivesse percebido.
Só hoje (imagine-se!) é que lhe prestei a devida atenção (eu que já a oiço há coisa de 20 anos) e lhe retirei a letra. Só hoje me concentrei para ouvi-la - de ouvir - e perceber-lhe o significado e o que isso representou realmente  para mim. Sempre apreciei a musicalidade da música e da letra só prestava homenagem "karaokeana" ao refrão.
É ridículo, de facto, como fã dos Metallica, nunca me ter dado ao trabalho de ter feito o que fiz hoje. Mais ainda por estar a confessá-lo. Mas talvez não estivesse preparado para isso. Talvez só agora fosse capaz de a captar verdadeiramente.

Portanto, teria sido diferente tudo isto? Teria sido quem não sou? Melhor?
Não! Continuaria a ser o mesmo cromo com o mesmo sentido de oportunidade mais brilhantemente trapalhão da história.

(Escusado será dizer que a música se tornou automaticamente ainda mais bonita aos meus ouvidos)

8 comentários:

Briseis disse...

sou insensível a esta música... yaaaa... eu sei que toda a gente acha um estouro, isso deve querer dizer alguma coisa, mas não consigo achar graça... Costumo ser do contra no que respeita aos grandes sucessos... =)

Pulha Garcia disse...

gosto muito desta música. Ando a tentar aprendê-la na guitarra. É muito técnica e está muito bem construída. A mensagem ... pois essa há dias em que a interpreto de forma diferente.

Dias Cães disse...

Na minha adolescência namorei com um guitarrista de metal. Ele tocava isto com uma perna às costas e obrigava-me a cantar para ele (achava romântico...). Do que me lembro não creio que fosse assim tão difícil de tocar (mas eu é mais piano... por isso não sei bem).
A minha vida foi, sem dúvida, diferente por causa desta e de outras músicas do género. São impagáveis as idas à FNAC até à secção dos senhores de cabelo comprido e roupa preta, ou os concertos em que todos parecem estar profundamente infelizes e à espera que a morte os leve.
Por momentos, esta música fez-me lembrar dessa fase tão engraçada da minha vida.
Obrigada pela partilha.

Noya disse...

Briseis,
não me digas que também és assim com os filmes... (tenho um amigo que se um filme é demasiado popular já não vê - maluquices)

R não sei se toda a gente a gosta da música.

Noya disse...

Garcia,
comigo é parecido. A grande questão é que desta vez acho que senti o que devia ter sentido logo. Para mim, pelo menos, porque acho que a intenção deles era outra.

Se há coisa de que tenho pena é nunca ter aprendido a tocar guitarra.

Noya disse...

Dias,
romântico foi logo o que pensei :)

Acho que foram momentos muito bons na adolescência (juntamente com Iron Maiden e Sepultura).

De nada e obrigado por passares por cá. Sê bem-vinda.

Briseis disse...

Atenção... eu não disse que não gosto das músicas (ou dos filmes) por serem um sucesso... Simplesmente já me aconteceu imeeeensas vezes não achar piada rigorosamente nenhuma a coisas com que vejo toda a gente delirar... A título de exemplo, temos agora a música do Pablo mais a Carminho e também aquela dos maridos das outras. Nheeee... não me falam à alma...

Noya disse...

Briseis,
bem, podia ser isso. È somente uma sensibilidade muito própria, então :)
Já as músicas de que me falas desconheço por completo. Estou mesmo à nora.