A auto-estima...
De que dependerá?
De nós próprios? Genética? Por influência de outros? Um misto? Factores externos para lá das pessoas? Ou o constante somatório de experiências bem ou mal sucedidas? A capacidade para acreditar num futuro melhor? Ou será a constante oscilação do dia-a-dia a ditar o "jogo"? Um pouco de todos talvez...


Será a auto-estima uma consequência do que fazemos?
E coragem para assumir esses resultados? Ou coragem para apagar quem fomos e desligarmos de tudo em volta que nos condiciona o caminho que temos para seguir?


Eu gostava de ser capaz de gerir a minha coragem de uma melhor forma. Gostava de usá-la com as pessoas que merecem e emprendê-la pelas causas nobres, tal e qual como o faço por causas perdidas. Por estas empenho-me estupidamente como quem enfrenta uma parede de betão com uma folha de papel, até à exaustão. Muito para lá do razoável.
É incrivel a diferença de atitude entre duas pessoas, que me permitem a liberdade ou a prisão de ser eu próprio. Mais incrível é decidir-me sempre pelo mais difícil. Optar por quem mais exige, quem mais desafios tem pela frente e pela maior probabilidade de insucesso desses mesmos desafios.


O tempo não volta atrás. Resta o que se tem e o que se faz com a tomada de consciência do que deve mudar.
A coragem estará lá para apagar e esquecer? E avançar, sem o instinto de olhar para trás?


Estarão a auto-estima e a coragem interligadas?
Numa coisa interceptam-se - nas pessoas que nos acompanham. Com as pessoas certas tudo se consegue.
Merecê-las-ei eu? Às pessoas que tenho em meu redor?
O tempo dirá...

10 comentários:

Gingerbread Girl disse...

Olha lá, tu fizeste DEZASSETE perguntas neste post!!! :s

Eu não tenho tempo para estas coisas... wtf!

João Cacelas disse...

Bom, não vou responder a todas as 17 perguntas (e sim, sei que são retóricas, mas são tantas), mas apenas à antepenúltima (não que a minha opinião te interesse para alguma coisa, o que só te fica bem).
Eu cá acho que coragem e auto-estima são capazes de estar interligadas.
Não me parece que uma pessoa que não tenha qualquer tipo de auto-estima, tenha a coragem para tomar esta ou aquela atitude...como por exemplo, pedir o número da Monica Belluci e para isso é precisa muita auto-estima (a coragem vem por acréscimo) :)
Penso que a base da coragem é mesmo a auto-estima.
Mas, essas são as tuas perguntas e só tu ou o tempo encontrarão as respostas.
Abraço e fica bem.

Moyle disse...

tens muita auto-estima, não te preocupes :) se não tivesses auto-estima suficiente não escolhias as pessoas mais difíceis, como dizes. e por aqui estamos falados. podes confiar porque eu, sem estar mumificado, raramente me engano :)

não terás é tanta auto-estima como eu mas isso porque só eu sou eu. o raio dos invejosos tendem a chamar-lhe presunção, mas é bem sabido que isso não é possível pois não toco em presunto há sabe-se lá quanto tempo :)

mf disse...

Eu até que sou boa nestas questões... ;)

Então é assim, na modesta opinião de quem já andou lá no alto e lá no fundo:
1- Não acredito que seja genética, mas que tem a ver com nós e os outros, tem, sim. Como bem dizes, com factores externos e experiências acumuladas.

2- A capacidade de acreditar num futuro melhor surge quando acreditamos em nós próprios, ou seja, tem ligação com a auto-estima que sentimos (não tem de ser muita, mas tem de existir).

3- Só deixamos que o dia-a-dia dite o 'jogo' quando desistimos de pensar e controlar a nossa vida e nos deixamos levar sem destino.

4- É uma consequência do que fazemos. E também do que nos fizeram e do que experienciámos.

5- Podes ter coragem para andar para a frente, mesmo sem grande auto-estima. Coragem não é ausência de medo nem certeza das nossas qualidades.

6- Apagar quem fomos não é possível. Podemos enganar-nos assim, mas não é possível fazê-lo. O correcto não é apagar o passado, mas aprender com ele.

7- Olhar para trás é essencial, para não repetirmos os erros. Mas f-i-c-a-r a olhar para trás em vez de olhar para a frente é ficar agrilhoado ao passado. E o passado passou, o futuro está por escrever.

Por fim: não é errado gostares de desafios ou optares pelo mais difícil. Errado é deixares que te anulem nesse processo. E é nessa anulação que te perdes de ti mesmo e, consequentemente, que perdes a auto-estima...

Beijo

Maya disse...

Olá.

Coragem e auto-estima estão interligadas, na medida que precisas da segunda para ter a primeira. Bom, muitos há que têm coragem por serem inconscientes ...

Como se consegue a auto-estima? Pode ser motivada por terceiros (perigosa porque rui à primeira contrariedade ou critíca negativa) ou por ti próprio (mais duradoura porque mais fiável e verdadeira - vem de ti).
Como se consegue a auto-estima motivada por nós próprios? Para isso tens de ter objectivos ... atingi-los por fases é a melhor auto-estima que podes oferecer a ti próprio, conquistares fase a fase ...
Ah é preciso também ser positivo.
xxx

Noya disse...

Giner,
foram assim tantas?

Desculpa lá... :)

Noya disse...

João,
me caro, as tuas opiniões interessam sempre! :)

Gosto de acreditar nisso. Lá no fundo aredito que haja uma ligação, sim.

Abraço.

Noya disse...

Moyle,
nem eu aguma vez teria tal presunção! E nem é por não comer presunto... :)

Noya disse...

mf,
eu sei que é boa nestas questões :)

Mais do que aquilo que enumeraste (que daria muito que trocar - estou mesmo sem tempo para fazer) é aquilo com que finalizas.

É complicado fazê-lo (ou tem sido) porque perco-me também muito nisso, ´pririzando os outros a mim. E aí é quando tudo se complica... E tu sabes como são as relações...

(Assim que tenha tempo tentarei responder à altura do teu comentário)

Noya disse...

Maya,
o mesmo para ti, qundo puder responder, fá-lo-ei (é só para não parecer que não ligo...)

PS: És uma surpresa constante... :)