As leis dos homens.

"Ainda acreditas nas leis feitas pelos homens?", comentava com uma amiga.

Se há coisa que me "apavora" são as ditas mulheres emancipadas que cada vez mais aparecem a afirmarem-se como tal, que por vezes só consigo equiparar tal "espectáculo" às manifestações do orgulho homossexual. É um tanto forte, mas é o que sinto, à devida proporção, obviamente.

Apavoram-me determinados comportamentos, determinadas filosofias e formas de estar, as comparações e auto-justificações perante o passado "dominado" pelos homens.

Se há coisa que sempre admirei no sexo oposto são os seus valores e as características próprios, a força e a determinação, não por todos os meios, não contra tudo e contra todos, espezinhando o próximo se tal for necessário, mas pela crença em si próprias e - tal como supra-referido - nos seus (belos) valores.

Há muito acredito que estaríamos melhor governados pelas mulheres em determinados aspectos (talvez sim, talvez não).
Há muito que sei como são os homens movidos - lido com isso todos os dias, tendo o meu chefe (e o anterior) como exemplo. Falam, falam, mas todos acabam por ter o mesmo comportamento.
Mas se for somente para substituir um pénis por uma vagina e não toda uma estrutura moral e profissional, então o melhor é ficarem as coisas como estão. Se é para se guiarem por um sentimento de "vingança", mais vale ficarem onde estão.
Acredito na competência e não no "olho por olho, dente por dente".

É isso que me preocupa, que as mulheres estejam a perder a noção de quem são. Ou então é pelo facto de só agora estarem a começar a estar de igual para igual e no fundo não haja assim tantas diferenças...

A bola está no vosso campo, meninas (eu avisei que o futebol estava de volta...).

PS: Quando falo de mulheres não estou implicitamente a falar na Ferreira Leite, por exemplo. Ou na Maya Texugo (só para ir buscar a mais recentemente falada). Haverá sempre as excepções à regra.

16 comentários:

GiGi disse...

Gostei bastante do que escreveu e tenho observado e "estudado" mais as mulheres do meu dia-a-dia.

Há pouco tempo, aventurei-me a estudar mais a fundo o Feminismo, não como um simples movimento anti-machista, mas um movimento sério, destinado a levar a mulher a pensar e agir por si e conquistar o seu lugar no espaço, com direito às próprias escolhas.

Como todos os movimentos tiveram suas falhas, o Feminismo teve também as dele e hoje, na minha opinião, ele não existe mais. Foi engolido pelo sistema capitalista que, até certo ponto, tirou-lhe proveito, depois o descartou ferozmente, exemplos relatados em Backlash, de Susan Failude.

As mulheres tiveram muitas conquistas, consequências da modernidade. Entretanto, ainda há muito o que 'evoluir', não no sentido de se tornar igual ao sexo masculino, o que é impossível, mas de repensar o seu papel, pensar que não há mais necessidade de certas opressões e submissões (como à maternidade obrigatória ou ao casamento como o único meio à realização pessoal), pensar em uma readaptação social e real.

As diferenças não se resumem apenas à biologia, mas, principalmente, às formas de se encarar a realidade. E, sim, homem e mulher têm perspectivas que diferem fortemente entre si, só não percebe quem não quer.

Beijos!

GiGi disse...

Complementando: certas mudanças, muito mais que da "lei dos homens", dependem exclusivamente da força de vontade das mulheres. Se estas fossem um pouco mais flexíveis e não quisessem tudo à sua maneira, talvez fosse até mais fácil e mais simples...

Gingerbread Girl disse...

Mas eu já tinha comentado isto! :x

Gingerbread Girl disse...

Wrong place... -.-

here it goes:

As pessoas são dividas em 2 grupos:
1. mulheres
2. homens

No entanto tanto o grupo 1, como o grupo 2 não fazem qualquer sentido.

Para mim apenas há "pessoas"... seres completamente individuais. As características clássicas já deixaram de se aplicar há muito tempo.


*

Pronúncia disse...

Já disse em vários sítios (não sei se aqui disse ou não) que para mim não há cá divisões entre homens/mulheres. Há pessoas, e essas sim têm boas ou más características. Eu divido o mundo em boas e más pessoas.

Quanto à independência feminina de que falas no início do texto eu sou plenamente a favor de mulheres (e homens) independentes. Isso não significa que se deixe de respeitar os outros e se passe por cima dos outros para se obter aquilo que se quer.

Tenho-me na conta de uma mulher independente, que preza muito a liberdade que essa independência me proporciona. Mas isso não significa que não me relacione com os outros, ou que os despreze. Nada disso. Apenas gosto de saber que posso, e devo, contar comigo e não gosto de depender de terceiros, aliás isso apavora-me.

O que tenho vindo a reparar é que cada vez há mais mulheres independentes, cujos objectivos de vida já não passam (apenas) pelo casamento e filhotes. O mulherio alargou os horizontes.
O problema é que a maioria dos homens ainda não aprendeu muito bem a lidar com isso... precisam de tempo! ;)

Inconstante disse...

estou inteiramente de acordo com a "pronúncia"
não acho que as mulheres sejam melhores ou fariam melhor que os homens, embora obviamente haja caracteristicas mais próprias das mulheres e outras dos homens, não são essas que tornam uns melhores seres humanos do que outros
bjs

Pulha Garcia disse...

Deste-me cá uma destas vontades de falar sobre mulheres emancipadas...

(post muito bem visto, meu caro)

Ps. Graças a Deus que o futebol está de volta...

Treze disse...

GiGi,

espero bem que sejam capazes de se diferenciarem.

Treze disse...

Ginger,

também acho que já tinhas comentado algures... :)

Sim, se não faz sentido separá-los significa que é tudo areia do mesmo saco... Espero bem que não, acredito que vocês podem dar muita coisa de diferente (ou isso ou sou ingénuo... :))

Treze disse...

Pronúncia,

nada tenho contra a independência das pessoas. Aliás, adoro a independência delas (que deles pouco me diz...).
Nem é um facto para criar habituação, é mesmo a crença de que são diferentes e podem ser diferentes...

Fazes muito bem em não depender de terceiros. Até estranharia se o fosses...

Treze disse...

Inconstante,

não foi bem nesses termos a que me referia. É óbvio que os homens (muitos deles) são competentes. Só acho é que as mulheres têm certas características em que se podem demarcar de tanta mediocridade... E falava precisamente na forma como se comportam perante a responsabilidade que têm, justificando certas atitudes com o passado.

Treze disse...

Pulha,

fico à espera de tal texto.

PS: Graças a Deus e a Jesus :D

LBJ disse...

Eu tenho duas boas razões para acreditar que o futuro será das mulheres e sinto que estão mais preparadas para o enfrentar.

Não deixa de ser um bom incentivo para os homens :)

Abraço

13 disse...

LBJ,

parece que cada vez mais são os homens a admitir isso, não é? Estará instalada nova crise?

mf disse...

Eu tenho para mim que há mulheres que deixaram de saber ser mulheres...

As questões da igualdade são-me caras, até porque é um assunto a que tenho de voltar com alguma frequência, mas há que perceber que o equilíbrio está na igualdade de direitos e deveres dos géneros e não na igualdade de sexos, que é impossível existir.

O problema está em que muitas mulheres não compreendem a diferença e acham que igualdade implica terem comportamentos masculinos em todas as vertentes da vida. Um erro, no meu entender. É possível a emancipação, a independência e tudo o mais sem se perder o rasto ao que é ser-se mulher. Acho eu...

Penso que todos lucraríamos mais se, em lugar de imitar outros, cada um apostasse em ser melhor. E em deixar este mundo melhor...

13 disse...

mf,

e eis como de uma forma mais simples e lúcida se escreve aquilo que ia (e vai) no meu pensamento :)