E tu, de quem falavas...?

Não vale a pena colocar aqui o video porque já deve estar em tudo o que é sitio.

Já tinha ouvido falar que à sexta é um autêntico circo (travestido - não fui eu que o afirmei), onde a dignidade profissional não existe e onde só há "palhaçada" (entre aspas para não confundir com os artistas circenses) e só não há luta porque a senhora provavelmente se desfaria em pedaços.

Sim, podia ter pena - não tenho - por ter uma história pessoal tramada e complicada, com depressões à mistura, mas se fosse para isso, não se sujeitasse ao escrutínio público.

Falo do telejornal da TVI e naturalmente do confronto de ideias (no mínimo) entre a jornalista e o bastonário - tudo em letras minúsculas porque foi precisamente isso que mostraram ser -, que mais parecia uma "peixeirada".

Não falarei sobre as qualidades e capacidades nem da honra e profissionalismo de ambos. A opinião fica para quem viu o vídeo e mais para quem viu em directo e na íntegra (infelizmente, ou não, não foi o meu caso).

Assaltaram-me apenas duas questões.
O porquê do bastonário dos Advogados acusar, tendo conhecimento de causa, sem apontar nomes - e mais ainda por o fazer publicamente e ainda por cima no espectáculo degradante como o de ontem.
A segunda que me fez pensar foi quando afirmou já em jeito de despedida, qualquer coisa como «o que você faz aqui é julgar pessoas (...) e tinha vergonha de fazer o que você faz como jornalista». Quanto à parte do "julgar pessoas", estaria ele a "defender" (uma vez mais) um Zé qualquer?

Uma coisa é não gostar do tipo de jornalismo e demonstrá-lo, outra coisa é demonstrá-lo na mesma moeda de arruaça e falta de nível.
O ideal seria algo com mais dignidade e mais decoro. Se bem que para quem utiliza a expressão porrada, decoro deve ser difícil de definir...
Mas se calhar um mínimo de respeito por quem estava a ver não seria mau.

E quanto à defesa que faz das "pessoas", não se preocupe nem perca tempo com isso, ele (quem quer que seja) saber-se-á defender.
Ou deveria saber fazê-lo. Não creio é que precise de cão de guarda. Já tem uns quantos...

4 comentários:

Pronúncia disse...

Só vi hoje o que circula pela net.

Espectáculo hilariante, mas ao mesmo tempo degradante.

Diria que é a televisão no seu melhor... ;)

Quanto à MMG, já todos lhe conhecemos o estilo. Ela é polícia, juiz, advogado e carrasco... tudo na mesma pessoa. O bastonário tem razão quando afirma que ela viola o código deontológico dos jornalistas.

No que diz respeito ao MP, sinceramente, há ali qualquer coisa que não bate certo. Parece-me que, sob a capa do polémico defensor da verdade, o que o senhor realmente pretende é o protagonismo que lhe permita voos mais altos.
O tempo o dirá!...

É bom ver-te de volta ;)

Treze disse...

Pronúncia,

peixeirada autêntica. O interessante é que o sentido da tal "promoção" é muito no mesmo sentido...

Obrigado ;)

Moyle disse...

por acaso vi em directo, por mera coincidência pois costumo ver as notícias na SIC... os fins não justificam os meios mas, tendo em consideração a habitual postura da pivot, estou em crer que o comportamento algo arruaceiro do bastonário foi inevitável pois parece-me a única maneira de se conseguir dizer alguma coisa naquelas circunstâncias.

já não é a primeira vez que ela ouve algo semelhante, em directo e acho muito bem que continue a levá-las até perceber que não é com grosserias e trivialidades de gosto e educação duvidosos que se faz jornalismo a sério.

Treze disse...

Moyle,

ela é má e ele um arruaceiro (tenha ou não razão, perde-a de imediato).
É triste é chegar-se a este ponto. Mas por alguma coisa ela lá continua - e não é por causa do marido.