90 segundos à Treze.

Depois de ver (ouvir) o jogo Manchester-FC Porto (que aproveito para congratular pelo fantástico jogo que fez - que infelizmente me fez lembrar tantas "vitórias" morais - e que me fez ver, se dúvidas houvesse, que é uma equipa bem mais evoluída e com muito mais personalidade que o meu glorioso) com os comentários do Luis Freitas Lobo (que face à minha profissão há muito não ouvia), não se admirem que comece a tratar o meu blogue com uma linguagem mais difusa e a dar para as expressões futebolísticas, que é como quem diz qualquer coisa como:

"Passarei a dispor o meu conjunto de palavras neste rectângulo de escrita de forma harmoniosa, espelhando tudo numa dinâmica daquilo que fui efectivamente observando nas minhas transições pedonais, ora explanando-as de forma sucinta, ora numa lenga-lenga de forma a adormecer os leitores e aproveitando esse facto para, como que com uma placa giratória verbal, os surpreender num extâse final trági-cómico, efectivando assim - tal como o ponta-de-lança efectiva o golo - o tão almejado objectivo do "trabalho" bem executado."

Deu para perceber?
É natural, se eu não percebi o que escrevi...
Assim como não percebi porque é que o LFL utilizou a expressão "placa giratória" em vez de "rotação"... Mas eu não consigo deixar de ouvi-lo.

Já antevejo os "Luis Freitas Lobo vs. Joaquim Rita" aqui no estaminé. Ah pois!

PS: O Sapunaru foi o melhor em campo no que toca à "ocupação de espaços". Sim, foi o LFL que o disse...

6 comentários:

Rafeiro Perfumado disse...

Perante tal profundidade e dinâmica de jogo deste texto, até tenho medo de comentar, não vá ser apanhado em fora-de-jogo! ;)

Abraço!

João Cacelas disse...

O que ele disse foi que este jogo foi aquele em que o Sapunaru melhor ocupou os espaços ao longo da época. E foi, sem dúvidas algumas. Mas em relação ao jogador que melhor ocupou os espaços de todos, foi o Fernando que fez um jogo de mestre, mesmo só tendo 20 anos. E o Sissokho, que há um ano andava pela II divisão francesa e agora brilha na Champions, com apenas 21 anos. Tal como o Hulk, embora este tenha vindo da II divisão do Japão.
A grande diferença deste Porto para os outros ditos grandes é que o Porto tem uma coisa que os outro não têm: espírito vencedor e de sacrifício, aliados a uma enorme fome de ganhar, que é uma coisa nada "tuga", como bem sabemos. Talvez por isso não se aprecie muito o Porto em Portugal, não sei... e além disso, o Porto "inventa" jogadores. Quem é que há um ano diria que o Fernando, o Rolando, o Hulk, o Sisshoko ou o Sapunaru iriam estar a fazer o brilharete que estão a fazer? Acho que ninguém...nem o Freitas Lobo.

Treze disse...

Rafeiro Perfumado,

isso é possivel porque em fora-de-jogo estou eu. E há muito :)

Treze disse...

João,

o que eu penso é que, pegando nos teus exemplos, nenhum deles "singraria" no SLB. E só me faz pensar em 2 razões. Ou é competência aliada à organização e disciplina (esquecendo agora as tretas da corrupção) ou há ali um tipo de droga não identificável :)

E já que falas em fome, o FCP já contratou 4 (quatro) jovens portugueses para a próxima época - que já me está a fazer lembrar o FCP campeão da Europa -, enquanto não só vou vendo o SLB a ter os "melhores e maiores" (que no fim já ganharam demais e já estão ali por estar) como só vejo nomes estrangeiros a saltarem nos jornais...
Não tenho nada contra estes, só acho é que num tempo em que se só se fala de crise, creio que o melhor era contratar internamente. Por certo mais barato, salários não tão altos e a conhecerem melhor o Benfica que os de fora...

E vou ser sincero, apoio o Porto lá fora, e quando joga assim, dá gosto ver e mais me apercebo disso quando vibrei e sofri com eles contra aquela que é a minha equipa estrangeira (desde 91 - verdade).

Treze disse...

E o Fernando veio do Vilanova (lá para o Brasil), ainda que tenha feito a época passada no Estrela...

João Cacelas disse...

Nunca vingariam no SLB porque como dizes, o Benfica gosta é de contratar "craques" que estão um pouco eclipsados e que vêem o Benfica como uma oportunidade (quase sempre falhada) para relançar a carreira, como o Reyes, o Suazo, o Aimar, entre outros que por lá passaram.
É que em Portugal há muitos e bons jogadores por descobrir e muito mais baratos, claro está.